segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tudo que é demais transborda.




Saber controlar o desnecessário torna a vida mais fácil. Reclamar, não ajudará e trará insatisfação, na qual consumirá a alma de uma forma que aumenta a ilusão do desnecessário alimentando o ego de consumismo.
Tudo que é de mais dá trabalho e rouba tempo e sono. Dois empregos dão trabalho; duas casas dão dor de cabeça; dois carros dão gasto, o não contentamento do que precisa leva buscar sempre mais.
O mundo capitalista impõe a idéia de multiplicação, ao descartar o desnecessário culpa-nos com a sensação de prejuízo e transforma a vida em um depósito de supérfluo. O guarda roupa lotado, porém não usa metade das roupas e ao procurar algo nova para vestir, entra no dilema que não tem nada interessante, e vão às compras, os sapatos são decorações do closet, inúmeros pares para quem tem dois pés.
Descartar o desnecessário é uma forma de terapia. Começa a arrumar a casa e logo estará arrumando a vida. Faça uma faxina, joga fora o desnecessário, as roupas que não usam mais, os contatos na agenda que você não ligou e também não vai te ligar, reorganizam  sua lista de contato, da  prioridade as pessoas que merece, as que não, deixa as em stand by se voltarem a merecer, ótimo. Se não, lembre, você é a pessoa mais importante do mundo, e se o outro não percebeu é porque não está no mesmo nível que você, o melhor a fazer é deixa ir embora, acredite isso ajudará o seu crescimento.
Se encher o copo a mais derrama; a balança quebra se colocar peso superior a capacidade; o mar destrói se a maré for alta; os rios enchem se chover muito; fica com câncer se guardar mágoas; tudo que é demais transborda é a lei da vida.
Manter o equilíbrio é essencial para uma vida feliz, a emoção gera o pensamento e o mesmo cria a realidade que convivemos o dia todo.
Os rancores que os outros depositam em nós como se fossemos um caminhão de lixo, estresse, pensamentos negativos, autocrítica, o corpo reage a essas emoções com as doenças que é uma forma dele transbordar o desnecessário. A febre avisa que existe uma infecção interna, as dores é uma forma de chamar atenção para o seu corpo, a doença é uma forma de avisar que está seguindo no caminho errado e que o seu corpo não está em harmonia com os seus pensamentos e suas atitudes, mudem seus caminhos, busque a felicidade no que faz.
O límpido da água encontra no equilíbrio do marasmo do rio, a água agitada deixa à barrenta e não consegue ver a beleza dos peixes e ainda torna imprópria para consumo. Como está a sua vida? Agitada ou calma e límpida?
Coma o necessário para matar a fome, consome a quantidade de bebida o suficiente para se divertir, trabalhe o bastante para se senti útil e não escravo, o exagero de, faz tanto mal quanto a falta de.
Aprenda a manter o equilíbrio na sua vida e verá a mágica do sucesso e a felicidade baterem na porta dos seus sonhos


domingo, 30 de outubro de 2011

Reflexo da vida.




O desempenho moral de uma vida garrida de sofrimento amargo de desilusão, firmado pela tristeza de um dia frio de domingo.
Sentado na área com sua cadeira de balanço, ouvindo o silêncio do vento batendo no seu rosto. O gato dormia encostado no seu cachorro vira-lata que estava com a cabeça no chão, porém o observava.
Lembranças marcavam sua memória cansada. Lembrou da época da faculdade. Do telefone tocando e informando que ele havia passado no teste, começa sua carreira profissional.
Todo assustado não entendia por que chefe tem que gritar e se assustou com o ambiente de trabalho, com a correria. O problema do ser humano é que se acostuma com tudo, e com ele não foi diferente. Formou-se, recebeu promoções e quando viu já estava gritando e foi quando percebeu que havia virado chefe.
O gato levantou se espreguiçou, banhou-se com a língua, miou algumas vezes e se foi, o cachorro continuava deitado observando-o. Ele pigarreou a garganta. Ganhou uma tosse pelos anos de cigarros consumidos e metade de um pulmão perdido.
Conseguiu o cargo de chefia muito cedo, e para isso trabalhava em torno de quinze horas/dias. Ficamos felizes quando a empresa nos da um celular com conta paga, um notebook, mas não entendemos a mensagem subliminar que diz: Dei-te o celular para manter conectado direto com a empresa, mantêm o sempre ligado. E o notebook é o melhor, foi à forma com que a empresa achou de aonde for o trabalho lhe acompanhar. Mas ganhar um celular, um notebook alimenta nosso ego, e as empresas sabem como esses gestos trazem resultados.
O cachorro levantou e ficou olhando para ele como se reprovasse o ato de ter ascendido um cigarro, foi expressamente proibido de fumar pelos médicos, mas deveria ter parado aos vinte anos atrás quando ainda havia jeito, agora não adiantava mais, o cigarro já havia destruído seu corpo por dentro e parar não ia trazer seu pulmão de volta.
Estava no auge, havia conseguido o cargo de gerência, saiu da empresa para comemorar, pegou o celular, pesquisou na agenda e percebeu que só havia contato de trabalho. Sem amigos, namorada, colegas. Teve a idéia de arrumar uma namorada. Havia se apaixonado por uma menina, mais descobriu que ela não era formada e resolveu seguir o seu princípio: Pessoas de sucesso se relacionam com pessoas de sucesso, resolveu terminar o namoro e não encontrou ninguém que tivesse o mesmo sucesso dele. Lembrou de uma gerente de outra empresa que mantinha contato e resolveu ligar. Ambos pensavam iguais, primeiro a carreira profissional depois o relacionamento, e nessa frieza de sentimentos se casaram.
A nostalgia trouxe uma lágrima que escorria na pele enrugada. O cachorro continuava a observar, o gato voltou comeu a comida e entrou na casa. O mais triste da vida são as marcas que nos deixa. Conseguimos enganar até os mais espertos, mas não enganamos a nós mesmo.
A consciência nos cobra nos exprime e a dele fazia agora. Ascendeu outro cigarro e mergulhou nas lembranças.
Resolveu trabalhar mais porque queria o cargo de diretor. Sempre foi uma pessoa dedicada à empresa e não demorou muito para conseguir o cargo.
Pensava em aumentar a família, porém sua esposa não queria: - Ter filhos engorda e vai atrapalhar minha carreira, dizia a. Ele entendeu a esposa, também precisava se dedicar ao novo cargo.
O domingo tem a sua monotonia e com chuva fica mais medonho. Com dificuldade ele fechou a blusa se exprimiu mais no acento da cadeira buscando se aquecer, o gato deitou nos seus pés e o barulho do vento aumentava e a garoa dançava no ar.
A sua esposa teve uma parada cardíaca sentada na sua cadeira executiva, a empresa mandou uma coroa de flores e postou uma nota em um jornal, tranqüilizando os investidores que logo escolheria outro executivo a altura dela.
Apagou o cigarro e seus olhos fixaram na garoa. Outra coisa cruel da vida é que a velhice chega e com ela todas as coisas que não fizemos são mostradas em cada ruga expostas no rosto.
Fica o apelo desse velho cansado e doente.
Ame mais e mais quantas vezes forem necessários e quantas pessoas for preciso. Não perca tempo com coisas pequenas, como ciúmes, ódio, inveja, cada um está no lugar que deseja e você está no lugar que escolheu estar.
Aprenda que o tempo vai passar independente que você faça ou não alguma coisa para mudar a sua vida.
Tudo que faça tem cinqüenta por cento chances de darem certo ou errado, então não se culpe se deu errado, faça o que tenha de ser feito e pronto!
Se pudesse dar um conselho diria: “Não fume! O cigarro é um prazer gostoso que lhe consome e lhe mata por dentro e quando você mais precisar de ar irá perceber que não consegue respirar”.
O gato levantou e foi para o sofá. O cachorro o acompanhou, e seu único companheiro era o barulho da cadeira de balanço e a presença do frio da garoa gelada, ascendeu um cigarro e ficou a observar o movimento da chuva.



sábado, 20 de agosto de 2011

As conseqüências de uma vida globalizada!




Hoje se fala todo instante em mudança! Em um mundo globalizado, a mudança acontece rápida. A imprensa nos bombardeia todo dia com essa informação.
As empresas lucram muito com isso, lançam uma novidade a cada instante, eles mudam poucas funções, e talvez funções nem tão importantes. Mas logo vem na cabeça: o mundo está mudando rápido, tenho que trocar meu aparelho pelo novo lançamento. Preciso me atualizar!
Na área profissional é a mesma coisa. As faculdades vivem fazendo propagandas cada vez mais inteligentes. Eles fazem de um jeito, que a pessoa acaba de sair da colação de grau e já se sente desatualizado. Passa-se a vida toda estudando, tornando-se cada vez mais qualificado em uma única área. E se ficar mais de dois meses sem fazer um curso, sente-se culpado e desatualizado e logo se matricula em outro curso, dormindo a uma da madrugada e acordando às cinco da manhã. Será que é necessário estudar tanto? Conheço gente que se deu muito bem na vida, estudando apenas o necessário, e reservando mais tempo para se divertir, ficar com a família.
Não sou a favor da ignorância, pelo contrário, a sabedoria nos liberta, mas será que os cursos profissionalizantes nos torna sábios ou apenas qualificados? Tenho minhas duvidas! Pessoas bem sucedidas passam a vida investindo na carreira, criando rede de relacionamentos. Eu chamaria de, “rede de interesses”, por manter contato com mero interesse profissional.
Mulheres que sacrificam a vida para juntar fortunas e esconde as suas lastimas em uma cobertura com vista para o mar. Recusa um cafuné na cabeça, para não desmanchar sua progressiva caríssima. Não mantém relacionamento duradouro, para provar a sociedade que é auto-suficiente.
Homens que pagam um salário mínimo para entrar na balada. E na futilidade da noite, mostrar sua camisa de grife, paga vinte mil reais em uma garrafa de champanhe para alimentar seu ego e ostentar sua insignificância social.
 Estamos perdendo a simplicidades das coisas. Tomar sorvete em uma tarde de domingo ensolarado? Não dá!... Porque sábado à noite encontrou uma companhia, e só saiu do motel no domingo à tarde, na qual entraram sorridentes e felizes e saíram calados e vazios, porque o sexo mata desejos, mas não alimenta a alma.
Perdeu a essência dos sentimentos. Prefere viver um “lance” a um relacionamento, porque o “lance” tem a falsa noção de ter alguém, e o relacionamento tem que se doar. E como o mundo está globalizado temos que mudar rápido, e se doar para alguém é perder muito tempo, por isso fica no “lance”, porque é mais rápido e tem sempre alguém disponível para um “lanche”.
Parei de assistir telejornais, eles nos tornam pessoas medrosas. Revista de beleza só serve para nos mostrar o quanto somos feios.
Sou uma pessoa antiquada que acredita que os valores estão no respeito que alguns pais tentam passar para os filhos, nas coisas simples da vida, como aquele namoro de horas no portão, com um monte de beijos. Aquele bilhete deixado na mesa da cozinha em uma segunda-feira de manhã: “Vou entrar mais cedo hoje no serviço... Você estava dormindo como anjo, não quis lhe acordar!... Obrigado pela noite”.  Nos momentos em que a pessoa senta no sofá da sala e empresta seu colo para encostar sua cabeça e liberar toda sua raiva que passou durante o dia no serviço.
Por mais que o mundo mude. Que criem as mais avançadas tecnologias. Que a internet se torne cada vez mais rápida e prática. Que você suba tanto na carreira e torna-se presidente. Que consiga todo o dinheiro do mundo... Se não se entregar a um toque de uma mão carinhosa, a um sorriso ao reencontro, deixar ser amado, por mais que isso lhe traga medo, dúvida e insegurança, nunca entenderá o que é ser feliz.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Faça amor. Não faça sexo!


                                          Foto do Filme Diário de uma paixão.


As pessoas precisam se relacionar. Antigamente uma conversa demorada e agradável na praça era o suficiente para alimentar a alma. Homens e mulheres olhavam nos olhos buscando o coração.
Alguém queimou um sutiã. E disseram: A liberdade começou! Desconhecendo que quanto mais livre é, mais se prende na sua própria liberdade!
Hoje um sorvete e um cinema não são o suficiente: antes de deixar você em casa, temos que passar no motel.
Não olham nos olhos mais e sim entre a blusa decotada, tentando enxergar os seios ou o corpo esbelto.
Um amigo me relatou um comentário machista praticado por ele. Disse que é impossível amar uma mulher antes de vê-la sem roupa. Esse comentário mostra que não mais importa o jeito doce da mulher, o carisma imponente de um olhar feminino, o doce toque de sua mão, mais sim, a saliência despertada pelo seu corpo.
O ato de fazer sexo é uma anulação. Um está sempre submisso ao outro, na hora da troca de energia, que é grande, um não permite que sua energia se envolva com o outro, porque já sabem que aquilo não passa de um ato sexual que vai acabar logo, que chamo: de prazer ilusório de alguns segundos. Ao término do ato, olha para pessoa ao lado e sabe que fez sexo, porque o sentimento não mente.
Fazer amor é pleno é mágico. Ao fazer amor entre dois seres que se amam, suas energias entrelaçam entre si, tornando uma só. Sendo assim, um não precisa anular o outro, porque as almas se completam. Quando termina de fazer amor, a vontade de ficar junto é tão grande que fica algum tempo sentindo essa energia, porque os dois não fizeram sexo, eles doaram amor um ao outro, deixou na alma de um o pouco do outro, esse é o motivo de quanto mais se entrega no amor, mais se apaixona, porque mais de você, você deixa no outro.
Para quem gosta de se relacionar pelo sexo e que vê a beleza artificial ou apenas um corpo esbelto, deixou um provérbio: ao escolher a pessoa para casar, escolhe uma que goste de conversar, porque vai chegar uma hora que só terão isso para fazer.
Fica o meu apelo, faça amor. Ame sem medo, não fique com uma pessoa por medo de ficar sozinho, se no momento não tem ninguém para amar. Ame a si mesmo, que logo o amor vem!





segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

JÁ FUI SANTA!

Revirou seu armário em busca de uma roupa, porém, não tinha nada que queria usar.
Ontem seu namorado havia terminado com ela. Ele simplesmente olhou para ela e disse: Não quero mais você. Simples assim! E o que fazer solteira em um sábado à noite, depois de quatro anos namorando?
Tirou do armário sua saia de couro que ele mesmo havia dado, pegou uma tesoura e cortou-a, deixando bem curtinha. Colocou seu salto fino 15, secou os cabelos, pegou sua bolsa e saiu.
A cidade estava movimentada, as pessoas divertiam se porque era sábado à noite. Ela dirigia e pensava: qualquer uma estaria chorando, deitada na cama segurando o telefone esperando que ele ligasse, curtindo a fossa, porém, ela se sentia vazia naquele momento e queria preencher esse vazio.
O farol ficou vermelho, foi parando o carro devagarzinho, via os bares lotados com casais e pensou com ela mesma: curte esse momento meninas porque logos eles enjoam de vocês, como homens são cruéis sem sentimentos.
Thais parou em uma balada. A fila estava grande, pensou: se tem fila é porque está bom! Queria se divertir, beber, dançar, fazer tudo que ela não fazia há quatro anos. Desceu do carro e percebeu o manobrista olhar para suas pernas e sorriu, estava do jeito que ela queria. Ia pegar a fila, mas, havia uns caras na frente olhando-a, um gritou: E ai gracinha para que pegar fila? Entra na minha frente.
Ela sorriu e disse: está bem, estou indo.
Entrou na frente dele que ficou em silêncio com vergonha. Homens, se não vai agüentar por que mexe! Entrou e olhou para ele: - Obrigada, gracinha!
A casa estava lotada como ela tinha imaginado, foi direto ao balcão, pediu uma vodka com soda e deixou o clima do momento envolve-la por inteiro, seu corpo mexia a cada batida da música. Olhou para o lado estava uma mulher beijando a outra, ela fixou aquela cena por alguns segundos e percebeu que estava em uma balada gay. Mais o que importava? Deu mais um gole e foi para pista.
Dois caras encostaram-se a ela dançando um na frente e outro atrás, naquele momento sentiu-se desejada... E gostou. Quando você namora, acostuma com uma única pessoa te tocando e quando a outra a tocou, sentiu um calafrio quente a torrando. Um cara gritou: - Tá gostando? Ela riu e respondeu: Continua, a ocitocina está sendo produzida ao máximo.
- o que você disse?
- Esquece deixa para lá.
Uma garota veio dançar com ela e antes dela imaginar já estava a beijando. Ela não sentiu nada, ou melhor, quando ela a encostou sentiu que estava faltando alguma coisa nas pernas. Deixo-a e foi para o balcão.
Um cara lindo encostou do lado dela, ela pensou: Tirei a sorte grande.
- Bonita saia, te cai muito bem.
Ela o olhou de cima em baixo: Se quiser eu tiro e te dou de presente!
Ele deu um sorriso tímido: Você não teria coragem?
Ela olhou para ele e ia abrir o cinto, mais uma garota o puxou pelo braço e o beijou.
Ela pensou: essa foi mais rápido que eu e voltou para pista.
Ela dançou, bebeu, beijou homens, mulheres, o que vinha na frente dela. Negou os convites de homens querendo levá-la para o motel. Homens, tudo se resume em sexo, e o que menos ela queria aquele dia era sexo. Um cara virou para ela e disse: Vamos para o Motel. Ela virou-se de costa para ele, dançou sensual, encostada nele e saio, ele a pegou pelo braço: - Sai de casa com essa roupa e dança desse jeito e ainda quer ser santa?
Ela deu uma gargalhada: encostou a boca perto da dele. Você gostou? Quem bom! É que eu já fui santa! E não consigo perder a minha essência, me liga quem sabe da próxima você tem sorte. Virou e foi dançar com outro cara que estava olhando-a. A noite passou e ela teve que voltar para a realidade.
Entrou no carro e a solidão entrou com ela, foi ótima a balada mais a noite não acrescentou nada para ela, continuava vazia. Uma pessoa sem um grande amor é uma pessoa vazia. Beijo na boca não enche o coração de ninguém.
Pensou em como era legal quando voltava os dois da balada e dormiam juntos, faziam amor bêbados, começou a chorar e ai pensou: agora sim estou agindo com uma pessoa normal, estou curtinho a fossa, sorriu da sua própria fraqueza, seguiu para casa e decidiu para ela que logo ia arrumar outro amor, porque seu coração precisa disso, ele não precisa só de beijo ou só de sexo, ele precisa de amor.
Ela viu o cara lindo do balcão parado no carro ao lado olhando para ela, ela gritou: - Abre o vidro!
E ele abriu e ela tirou sua saia anotou seu telefone e jogou não carro dele. O farol abriu, ela fez gesto para ele ligar para ela e seguiu em frente, pelo retrovisor viu o pegar a saia e da risada. Ela sorriu e seguiu pensando: as garotas más são mais felizes, porque ela estava irradiante.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Frases



Quem respira arte! É como respirar a leve brisa do perfume que ainda não foi criado. É viver em um mundo encantado de possibilidades infinitas. É navegar na beleza da imaginação que leva - me onde eu quiser. Alimento-me de arte.




Chega devagarinho para não acorda meu coração, porém, se acordá-lo não o deixe adormecer.




Sabia! Não deveria ter confiado no azul dos teus olhos, hoje vivo procurando-o no céu. Nem as estrelas aceitam meu olhar, porque elas sabem que o brilho dos seus olhos nem elas podem imitar.

O silêncio da solidão é tão barulhento,  que não consigo ouvir a tristeza dizer que não agüenta viver sem a alegria.


Prendo tanto nos meus princípios que fecho os olhos para o primeiro grande principio: não minta a si mesmo.

Um sábio um dia me disse, que o amor era a maior das forças, que o dia que encontrasse essa força, não precisaria de mais nada. E eu a perguntei: - aonde encontro esse tal de amor?

Ele sorriu e me disse; - não sei, nunca o vi...

Gosto da água por sua simplicidade e leveza. Sua macieza toca a pele, alimenta a alma, porém na sua essência existe um furacão que destrói todos e tudo que entra na sua frente, nada é capaz de segurar por muito tempo...


A minha alma me consome em verdade que não quero saber.! Ela me futuca com sentimentos que nunca senti. O vazio toma conta de mim, a alma grita, mas meu coração chora, e eu? E eu...apenas sobrevivo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lama do Sarney

Mais uma vez me sinto lesado pelos os políticos dessa nação. Fico perplexo diante do noticiário. O que são 11 acusações? Diante de um senado cheio de lama. Ora que saudades do PT do contra! Hoje temos um PT maquiado. Lula gostou do jeitinho, não faço barulho, não incomodo ninguém e conseqüentemente ninguém me incomoda e ano que vem elegem a Dilma Rousseff e tudo continua como está. E nós brasileiros temos que simplesmente colocar as orelhas de “burros” e viramos de costas esperando o próximo festival de pizza. Vamos povo brasileiro! Vamos aplaudir a vergonha do PT que antes, bem antes de eleger um presidente, era de oposição, hoje seu líder grita: “Seria uma hipocrisia eu ler uma nota com a qual eu não concordo”. Hipocrisia somos nós continuarmos como espectadores de um pântano chamado Senado que nos fazem engolirmos caranguejos porque os sapos da lagoa já engolimos todos.  Até quando vamos deixar que carimbe em nossa testa, “ele rouba mais faz”? Dessa “briga” no Senado nós brasileiros podemos acreditar em uma única coisa: A gripe A H1N1 essa sim é verdadeira e mata.

domingo, 25 de julho de 2010

O preço de uma escolha!



O sinal tocou e todos saíram correndo para o pátio da escola. Ana sentou em um local isolado, pegou seu diário e começou a escrever os seus pensamentos. Apesar de ter dezesseis anos, gostava de escrever a sua vida.
Suas amigas a condenava por isso, e também por ela ainda ser virgem; com se isso fosse uma doença, e na verdade, isso também a incomodava, queria sim, sentir o que as amigas falavam para ela, essa coisa boa que é o sexo, queria arrumar um namorado, o seu príncipe, mas só encontrava sapo!
O sinal bateu e ela voltou para aula, e recebeu a noticia que o professor havia faltado, pegou suas coisas e saiu, viu sua amiga conversando com dois caras e foi falar com ela.
Oi Ana!
Esse é o Roberto meu namorado e esse é o Rafael amigo dele.
Ela os cumprimentou e foi para casa, o Rafael a seguiu, e começou a puxar conversa, pensou: mais um sapo querendo me beijar! Respondia com frases pequenas para a conversa acabar logo, mas Rafael insistia e a venceu pelo cansaço: deu um beijo nele para ele a deixar em paz.
No outro dia ao sair da aula, o raio de Sol ofuscava um pouca a vista dela, mas mesmo assim viu o que não queria ver. O Rafael deveria ter uns vinte e dois anos, vestia de modo estranho, falavam em giras, não parecia nada com o príncipe que ela sonhava. Antes de concluir seu pensamento ele veio e a beijou. Ela ficou parada, não esperava!
Ele a pegou pela mão e levou para sentar em um ponto de ônibus. Pensou ela: - muito romântico isso! Eles falaram de tudo, o Rafael muito engraçado, ela nem viu o tempo passar, e dali surgiu um namoro. Sonhava que um dia seu sapo virasse um príncipe!
Tudo segui bem, todo dia Rafael a esperava na porta da escola e ela ficava namorando com ele, conversando, dando risada, estava feliz, e o Rafael já não era tão feio como no inicio, tudo seguia bem, até Rafael vencer ela pelo cansaço pela segunda vez.
Ela aceita ir para casa dele depois da aula e aconteceu o que Ana sabia que ia acontecer, ela perdeu a virgindade, não foi nada de conto de fada, nada prazeroso, mias não importava para Ana, o que importou mesmo foi que daquele dia em diante, não tinha mais conversa demorada no ponto de ônibus, beijos gostosos na porta da escola, era sempre a mesma coisa, saia da escola e ia para casa dele.
Depois de um tempo Ana começou a gostar de fazer sexo com ele. Ana gostava daquela vida de namorada, de manha estudava e a tarde ficava com ele.
Um belo dia percebeu que a menstruação não vinha, os dias passavam e nada, os enjôos começaram, a tontura a derrubava, e o mundo desabou sobre ela, foi confirmado. Ana estava grávida!
Seu pai a expulsou de casa. Foi morar na casa do namorado, outra vez invadiram seu conto de fada, morava em uma casa grande, tinha seu quarto, geladeira farta, e se viu morando em uma casa de dois cômodos, que morava, uma família de quatro e com ela cinco pessoas, e ali começou a transformação em sua vida, nunca havia passado fome e começou passar, o pouco dinheiro que tinha comprava bolacha escondia para comer quando todos dormiam, mas estava apaixonada e a paixão agüenta tudo, até pegar o dinheiro que ganhava, por que começou a trabalhar na feira, e sustentar a casa. Seu namorado não conseguia emprego, o mercado tava difícil, dizia ele.
Morando ali descobriu que seu príncipe não prestava, se envolvia com drogas, que já tinha um filho com outra mulher. Como ela foi boba! Por que não viu isso antes, uma pessoa que fica meio dia na porta da escola esperando as adolescentes sair da aula, quando deveria está trabalhando, o que se pode esperar de uma pessoa dessa?
Com muita luta sua filha nasceu, uma menina linda, era mágico ser mãe. Dali seus problemas só aumentaram passou tanta necessidade que seu pai ficou com remorso e a levou de volta para casa, chorou por perceber que sua casa não era mais o castelo que ela deixou, saiu da casa como princesa, e voltou mãe, seu pai rígido que era, falou:
- Você voltou para minha casa, mas agora você vai viver exclusivamente para sua filha!
Eu não sabia o que era isso, mas aprendi, quando minha filha acordava, eu tinha que está acordada com o leitinho dela feito.
Sexta-feira minhas amigas todas felizes se arrumando para ir se divertir na noite bonita que se formava, eu olhava para lua e antes de concluir meus pensamentos escuto o choro da minha filha e fui fazer a mamadeira dela e colocar ela para dormi, eu sentei na cama e fiquei imaginando onde minhas amigas estavam e o que faziam e bateu uma tristeza.
O mundo tinha se transformado para mim, virei mãe quando na verdade eu só queria transformar um sapo em um príncipe, me vi uma menina ter que criar uma filha sozinha, ter que ser mãe quando eu queria era me divertir, sair, curtir e conhecer meu verdadeiro príncipe!
Um dia Ana resolveu sair com suas amigas e levou a filha com ela, que já estava um pouco grande, foi quando ela sentiu realmente o que tinha feito com sua vida, os erros que ela cometeu vieram naquela hora, suas amigas se divertindo, dançando, beijando, e ela sentada com sua filha no colo, foi nesse dia que entendeu o que era viver exclusivamente para sua filha, simplesmente levantou e foi para casa, depois desse dia ela não sai mais e vivia só para filha.
Ela gritou para si mesmo: - a minha vida mudou, eu perdi a melhor fase da minha vida, a minha juventude, por não ter me cuidado e ter usado camisinha, quando eu aceitei fazer com ele sem camisinha eu estava mudando a minha vida naquele momento, a vida dele continuou a mesma, por que geralmente quem cria filho é a mãe! Hoje a minha filha tem dez anos, tudo é diferente, ela é mais minha irmã do que minha filha, fico pensando o que teria sido de mim se meu pai não tivesse me acolhido de volta.
Ter filho é ótimo! Mas planejado, dentro de um lar como uma família.
Use camisinha e não deixa um único momento mudar toda a sua vida!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mãe!





Escolhi em todas, uma, que um dia ia ser a minha guia.
Inocente, tentando entender o porquê de nascer,
e em seu seio sobreviver.

Continuei a observar esse olhar que sempre vinha a me admirar,
senti no calor da sua mão me acariciar.

Lá dentro não conseguia raciocinar
o porquê de esperar
nove meses para seu rosto observar.

Comecei a chutar,
e de alegria ela veio me acariciar,
senti seu amor me acalmar.

Quantos sonhos que eu imaginei sem ao menos gritar, ou falar,
mas meu coração veio chamar
essa pessoa que vem me carregar,
sinto que ela sabe o que é amar.

Dias passaram.
Ela me leva de um lado para outro sem reclamar,
eu não agüento esperar,
quero ver seu rosto me amar.

Fico triste porque ela precisa trabalhar
e seus pés inchar,
e meu peso aumentar,
e seu corpo transformar,
mas não deixo de sentir o seu jeito de me amar.

Queria dizer que seu esforço um dia eu vou recompensar,
que alegria eu ainda vou dar,
não consegui gritar,
mas um chute eu vou dar,
e ela de novo veio me acariciar,
tenho certeza que ela sabe
que eu vou amar.

Chorei de alegria por que ela sorria,
como se tivesse ouvido as minhas desculpas
por fazer do seu corpo meu lar,
e de seu coração o meu habitar.

Ouvi seu grito,
e a correria começar,
uma bolsa estourar,
tremia de medo ao sentir sua dor a gritar.
E uma mão me pegar.

Quem queria do calor dela me tirar?
A raiva começou a apertar,
dela não quero mais largar,
o amor que ela ensinou em mim está,
mas ele continuou a me tirar,
chorei ao sentir o ar,
mas acalmei ao sentir seu olhar a me admirar,
e seu amor em mim eternizar.

Entendi o verdadeiro amor de mãe que tanto eu escolhi
e nos seus braços eu percebi
seu coração explodir
de emoção ao me sentir,
e ali eu permaneci
e naquele coração para sempre eu vivi.

Mãe!
Hoje eu vou sorrir
por que no seu coração eu sempre vou existir.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Só por hoje...


Era um domingo qualquer desses domingos que não chove e nem faz sol e a garoa fininha roubava toda cena. Estava em casa. Minha mãe, vaidosa que é, foi passear no shopping comprar um modelo novo de sandálias. Meu pai trancado no escritório relendo relatórios enquanto eu no sofá trocando canal da televisão. Peguei o telefone e liguei para um amigo. Maldito telefonema, pois ali começou tudo! Nos encontramos em uma praça. Era estréia da banda de um amigo nosso e eu nos meus dezesseis anos de vida, nunca tinha fumado nenhum cigarro.
Fiquei assustado quando olhei todos vestidos de pretos e eu de camisa laranja, eles deram risada, mas me aceitaram no grupo e fomos para a festa.
Estava empanturrado de tanto beber, mas não poderia parar, afinal, eu sou um homem e um homem não pode parar de beber primeiro que o outro!
Um da mesa sacou um saco plástico com um pouco de pó branco dentro. Eu não sabia o que era, mas era algo muito bom pela gritaria de todos. Ele tirou um cartão fez várias carreirinhas e cada um cheirava um pouco. Percebi que era droga. Ao chegar a minha vez, lembrei das palavras do meu pai:
- Droga é ruim, não entre nessa!
Fiquei parado olhando para a droga e toda a mesa me olhando.
- Vai amarelar? Ou melhor, com essa camisa é “laranjar”. Todos caíram na risada.
Eu desistir de alguma coisa? Nunca! Eu sou um homem!
Abaixei e cheirei tudo até o final e fui aplaudido. Senti meu nariz arder, meu corpo mudar, fiquei mais leve. Fui me soltando mais, sentindo mais divertido, mais alegre, subiu uma sensação de alegria, e aquilo foi ficando cada vez melhor e melhor. Era uma sensação que não conseguiria explicar; um êxtase de um orgasmo multiplicado em dez vezes.
Meu pai era um imbecil! Droga é a melhor coisa do mundo. Ficamos ali cheirando a noite toda e aquela foi a melhor noite da minha vida.
Acordei no outro dia em casa com minha mãe brigando comigo, uma dor de cabeça e uma ressaca infernal, prometi para mim mesmo que nunca mais ia beber.
Lembrei da droga e minha mente queria mais, pedia aquela sensação de novo.
Liguei para meu amigo e ele me explicou como encontrar a droga. Depois daquele dia virei freqüentador nato de favelas e mergulhei de cabeça no sonho que as drogas me davam: se meu time perdesse, eu usava porque estava triste; se ele ganhasse, eu usava para comemorar.
Cheguei a um ponto que não era eu que usava a droga, mas sim ela que me usava. Eu não trabalhava e o único jeito de conseguir dinheiro era roubar a carteira do meu pai, a bolsa da minha mãe, e quem leva a culpa era a empregada.
Ganhei um tênis da Nike original do meu pai de aniversário, não sei quantas molas, caríssimo. Vendi na boca por cinqüenta reais e cheirei-o em um dia. Vendi tudo que tinha. Até a televisão do quarto eu cheirei na boca. Emagreci, perdi ano na escola, minha mãe entrou em depressão, meu pai não falava mais comigo e não tinha amigos.
Precisava cheirar e não tinha dinheiro. Rasguei a roupa, fiquei descalço e saí pedindo dinheiro na rua, o que consegui não dava para comprar a droga.
Conversei como dono da boca, ele deixou para pagar no outro dia. Porém, no outro dia queria mais droga e o dinheiro que arrumei não dava para pagar a do dia anterior. Esperto que sou! Pensei em partir para outra boca.
Ontem o dia estava quente, sai para passear sem rumo; estava chegando na porta da casa da minha namorada quando o traficante me achou me deu um soco que me fez cair no chão e me jogou dentro do carro.
Chegamos em um galpão. Ele começou a me bater que quebrou três costelas minhas, me colocou de joelhos e com a arma apontada na minha cara, pedia o dinheiro dele. Eu não tinha mais nada de valor; comecei a chorar a pedir desesperadamente pela a minha vida. Sentia o ódio dele em cada palavra que gritava no meu ouvido.
Sabia que ia morrer!
Sentia a bala entrando na minha cabeça, gritava, mas ninguém me ouvia. Os que estavam ali com ele começaram a dar risada; pensei em como o mundo das drogas é cruel: as pessoas sempre estão dando risadas de você, comemoram quando você entra e também dão risada pelo seu fim. Fechei os olhos esperando a morte quando ouvi a voz da minha namorada gritando:
- Não faça isso pelo amor de Deus!!!!
Abri meus olhos e não conseguia enxergar direito mais a reconheci; fiquei pior ainda, pois a única pessoa que não me abandonou iria morrer pelo meu erro.
O traficante pegou-a:
- Que bonitinho vai morrer juntos!
- Por que vai matar meu namorado?
- Ele me deve!
- Deve quanto?
O cara que ia me matar nem sabia do valor que eu o devia. Pegou o caderninho dele e verificou o meu nome
- Doze reais.
Eu comecei a chorar. Minha vida valia dozes reais.
Ela gritou:
- Eu pago! Eu tenho dinheiro!!
O traficante virou e disse para mim:
- Deveria matar você somente pelo fato de tentar me enganar. Mas a sua namorada me fez lembrar da minha que está grávida e em nome dela vou atender o pedido da sua.
Ele virou e foi embora.
A essa hora era para eu esta no caixão e minha namorada chorando no meu velório. Mas graças ao amor da minha namorada me livrei da morte. Contudo, busco me salvar do mal que me mata todos os dias um pouco: as drogas.
Sempre há uma chance de recomeçar!
Essa história eu criei. A sua está nas suas mãos. Se você não conseguir sozinho, procure um N. A. (Narcóticos Anônimos).